Dez formas de curtir (Número 10)

15/02/2012 § 1 comentário

Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.

“Um quimono e um turbante árabe. Uma louça chinesa sobre uma tapeçaria mexicana. O cocar de um índio brasileiro enfeitando uma máscara africana. Artefatos de todos os povos, de todas as épocas, contam as mesmas histórias de valentia, de valores, de respeito. Conectar culturas é celebrar o que existe de comum em toda a humanidade. Antes de os europeus chegarem às Américas, povos indígenas de norte a sul do continente desenvolveram o ikat, uma técnica de tecelagem feita a partir de fios retorcidos. Nunca foi possível identificar onde a tradição começou. Estampas semelhantes e técnicas idênticas surgiram em diferentes pontos do continente americano ao mesmo tempo. “O ikat é a metáfora perfeita das conexões que existem entre as culturas”, ensina Li. “A força espiritual que conecta as diferentes tradições. Um jeito nômade de descobrir conexões e celebrar as ligações invisíveis dos povos.””

Foto: essa é uma manta que comprei quando fui ao México, acho que eu tinha uns 14 anos. Ela é linda e fica na nossa poltroninha da sala. Os dogs amam ficar ali e é impossível vê-la sem pelos. Aliás, não adianta: tem dogs, os pelos virão. Aos montes. E voltando às culturas, acho o que existe de mais interessante em uma casa é a mistura de culturas que podemos ver na decoração. As viagens amadurecem nossa sintonia com o mundo e trazer para casa um pouquinho disso em forma de objetos é quase tão bom quanto a viagem, já que os objetos falam por si próprios e nos trazem memórias escondidas.

Dez formas de curtir (Número 09)

14/02/2012 § Deixe um comentário

Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.

“No fundo, a ideia é esta: a sensação que você tem quando volta de uma longa e cansativa viagem. Você deita na sua cama, encosta a cabeça no travesseiro, coloca sua música preferida para tocar, fecha os olhos e constata: “enfim, em casa”. Ao seu redor estão seus livros favoritos. Seus quadros favoritos. Suas comidas favoritas. Suas pessoas favoritas. Você vai andar de pijama. Vai beber leite. Vai cozinhar. Vai dormir debaixo de camadas e mais camadas do lençol mais macio que tiver. E vai almoçar no chão da sala – se decidir assim. Pense nos seus sonhos de criança, quando tudo o que você queria era morar numa cabana na árvore. O que você levaria para lá? Seu brinquedo preferido, sua comida preferida, seu amigo preferido – e não muito além. É disso que se trata ter uma casa, um refúgio no qual você se reconheça em todos os objetos e móveis.”

Foto: a nossa sala. É pequena, mas deixa todos super aconchegados, como o Soho dormindo ali no sofá. Esse dia estava incrivelmente frio e chuvoso e estávamos testando nosso tapete que acabara de chegar em casa! Hoje a sala está um pouco diferente, mas essa é a essência. Esse nosso refúgio é a nossa cara.

Dez formas de curtir (Número 06)

09/02/2012 § Deixe um comentário

Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.

“Aprenda com as plantas a viver o momento presente. Amanhã a flor pode já ter murchado. Amanhã pode ser que não chova – ou que falte o sol. Aprenda com as plantas a não economizar experimentações. Viva o hoje intensamente. Aprenda a aceitar o eterno ciclo da mudança de estações como uma bênção. Receba cada fase como um novo começo – e não como um novo fim. Tenha em mente que é sempre possível replantar, mudar de terra. Celebre, numa simples mudança de jardineira, a promessa da terra nova. Os budistas dizem que, se pudéssemos perceber claramente o milagre que representa uma simples flor, nossa vida mudaria por completo. Contemple a vida em suas infinitas escalas – da planta inteira, raiz, caule e folhas, ao microcosmo de cada nervura de folha. Cerque-se de plantas, aprenda com elas. Acredite numa vida mais saudável e mais perto do natural, em que as plantas sejam acolhidas numa casa como seres e não como objetos.”

Foto: nossas pimenteiras no jardim. Se tem algo que é bacana é cuidar das plantas. Quando não tinha nenhuma não tinha muita noção de como uma planta pode trazer vida, energia boa e um equilíbrio interessante ao lugar. Virou uma pequena obsessão aumentar nosso jardim, comprar vasos e mais vasos, fazer mudas de folhagens, frutas, chás.

Dez formas de curtir (Número 05)

08/02/2012 § Deixe um comentário

Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.

“Disponha um arsenal sobre a mesa: lápis, lã e agulha de tricô, uma xícara de farinha, um pedaço de tecido. Agora desafie suas mãos a escolher suas armas. Ao ataque: crie. Usar as habilidades das mãos dá sentido à vida. “Muitas vezes ouvi, e tenho certeza de que você também, pessoas dizerem “no dia em que eu tiver meu ateliê, vou pintar quadros”, ou então “vou fazer esculturas…”, diz Li. “Todos nós sabemos que não precisamos de nada disso. Simplesmente vá lá e faça.” Grandes criadores contemporâneos, como o arquiteto italiano Andrea Branzi, concebem móveis nos quais acoplam criações: gravuras, pinturas, esculturas que já vêm como parte de uma estante. Mas logo ao lado há um nicho, um espaço vazio, convidando a ser ocupado por você. Para que comprar, se você pode criar?”

Foto: criado mudo no meu lado da cama, no quarto. Por muito tempo eu e o João fizemos nossos móveis. Tínhamos muita madeira sobrando de diversos projetos e vira e mexe vinha com uma ideia mirabolante. Esses criados mudos, que na realidade são cubos de madeira tingidos com jimo cupim escuro pendurados na parede são muito simples de fazer e quebram um super galho, além se serem muito baratos. Vale super a pena e não precisa ter muito espaço para desenvolver projetos pequenos assim.

Dez formas de curtir (Número 04)

07/02/2012 § Deixe um comentário

Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.

“Você já percebeu como nossas casas estão cada vez menores? Mas pense bem: por que isso é ruim? Em menos cômodos há mais convivência. Estamos mais perto de quem amamos. Não é uma questão de espaço, mas de organização. Em uma casa menor, só cabe o que importa – então livre-se de tudo o que entulha a vida. Delete o supérfluo. Arquive as memórias. Seus móveis precisam servir para alguma coisa: tenha estantes, use gavetas, crie caixas. Ouse reciclar, acolha os materiais baratos – pense em papel kraft, em caixas de feira, em nichos de madeira. Nutra o hábito de classificar o essencial. Faça da organização um ritual de purificação – não uma penitência. Resuma. E, sobretudo, permita o vazio e o celebre. Ele é um convite à criação.”

Foto: baú que pertencia ao meu avô materno e guarda nossos perfumes favoritos. Morar em lugares pequenos tem sido uma realidade para mim desde que moro sozinha (tirando um apartamento que morei durante pouco tempo em Porto Alegre), e gosto muito. Cada dia mais vejo que necessitamos de poucas coisas para vivermos e faço a prática do desapego cada vez mais. Ao mesmo tempo é bacana dar uma função nova para os móveis e decoração, essa é a graça de tudo, não se apegar à nenhuma regra!

É bom lembrar

28/12/2011 § Deixe um comentário

A simplicidade mora ao lado. Lembre-se. Bem ali. E ela mostra tudo de bonito nessa vida.

Imagem desire to inpire.

Toda a casa plana

22/12/2011 § Deixe um comentário

A gente vive errando, aprendendo com os erros, fazendo os mesmos, até se dar conta que está fazendo a mesma coisa e acerta no ponto. É isso que eu acho das escadas em uma casa. É bacana para ter mais de um andar, mas com o tempo aquela subida e descida não é mais tão bacana, deixa os cômodos e as pessoas desintegradas. É o meu ponto de vista, principalmente porque vivi boa parte da minha vida com algumas escadas, que me fizeram chegar a conclusão óbvia: não gosto tanto delas. Também por muito tempo me incomodou ver casas com sala de jantar, sala de estar, sala de visitas e por aí vai. Não tem sentido, só tem se você gosta de dar festas ou se tem umas dez pessoas morando na casa (ok, fui bem radical, mas é quase isso), porque você não vai conseguir usar os cômodos como deveria. Eles enchem de pó e são pouco usáveis. Também já vivi isso.

Por isso amo casas planas. Também amo cômodos abertos, que ok, podem ser grandes, mas pelo menos o calor humano fica juntinho, nada de um lá, outro cá. Como nessa casa em Adelaide, no sul da Austrália.

Os detalhes são muito bacanas: banheiros retos, sem muitas firulas, área de serviço com detalhe nos azulejos (aliás, já perceberam como esquecemos da área de serviço? Ela tem que ser de um tamanho pelo menos razoável para se locomover e colocar todas as tralhas, que sempre são muitas), pátio com cobertura.

Imagens em desire to inspire.

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