Ser mais leve

03/02/2012 § Deixe um comentário

Faz algum tempo que eu e a Ké estamos conversado à respeito de postura, pensamentos, ideias perante a vida. Chegamos à conclusão que não se pode levar tudo muito a sério. Claro, não falo de responsabilidades, essas são inevitáveis, não adianta. Claro, que podes ter mais ou menos responsabilidade, isso vai depender do tipo de vida que tu queres levar e quais são os objetivos. Os nossos objetivos estão ligados à responsabilidade também, mas a grande sacada, pelo menos para mim, é que não precisamos ser mal humorados!

Então, hoje eu estava em uma análise da consciência e notei, que tudo o que eu olho na internet me deixa triste! Até o meu Grêmio não vive uma fase muito encantadora! hehehehe… Triste isso! Já estou passando por uma fase complicada, término de tese sempre é um stress maldito, mas inevitável! Então decidi fazer posts mais leves! Só escrevo do que eu não gosto e ainda parece que eu sou o dono da verdade. No fim, eu estou compartilhando somente tristeza, indo justamente contra as nossas resoluções de não levar tão a sério!

Honestamente, eu e a Ké procuramos sempre analisar as coisas antes de tomar decisões. Na maior parte das vezes, antes de decidir sobre qualquer coisa,  fazemos tudo de acordo com os nossos princípios, só que eu percebi, que quando a gente se preocupa demasiadamente com o meio ambiente, política, saúde e educação, muito desses assuntos fogem do nosso controle! Claro, nunca seremos pessoas que trocam de carro a cada ano, nunca teremos mais de uma TV, computador só trocamos quando praticamente não roda mais nada no atual, ou seja, tomamos medidas conscientes com as nossos princípios, mas tem também a questão do conforte e praticidade. Às vezes é difícil fazer tudo à risca, relaxar é preciso e eu acho que é justamente neste ponto, que eu estou muito preso. Não adianta, eu não irei mudar a consciência das pessoas, eu não farei com que os políticos sejam mais honestos ou que a polícia seja mais séria. O que está ao meu alcance, eu estou fazendo e me sinto muito bem por isso. O meu objeto de trabalho já é o meio ambiente e os resultados dele ajudarão a criar medidas mais eficientes de preservação, claro que não diretamente, mas é uma parte do trabalho. Ajudamos doando roupas e adotamos 4 cachorros de rua. Claro que nunca será suficiente e sempre ficaremos com essa pontinha de “será que eu posso fazer mais”. Se eu for radicalizar mais, eu me tornarei uma pessoa extremamente difícil de lidar e no fim, isso não ajudará ninguém, apenas terá mais um revoltado xiita no mundo. Nem tanto ao céu e nem tanto a terra, equilíbrio é necessário e é nesse caminho que eu quero seguir. Deixar a culpa do catolicismo de lado e ser uma pessoa mais leve.  Afinal, todos somos humanos e como qualquer outro animal interferimos no ambiente. Se eu realmente quiser impactar menos, eu tenho que me matar, somente assim não consumirei recursos e não farei parte do sistema. O sistema atua dos dois lados e no fim, não o sistema em si que precisa de mudança, mas as pessoas. Tolerância está em falta na humanidade, praticamente desde os primórdios. Não vejo sistema político que contemple a tolerância. No fim  a ganância é um traço humano muito forte. Afinal, a Guerra fria precisa de dois lados, um de direita e outro de esquerda, ambos mataram pessoas e ambos fazem com que suas populações fossem massa de manobra. Porém qual era o denominador comum nesses dois lados? O humano…no fim, somos assim e seremos assim durante um bom tempo, mas mudar é preciso e é com pequenos gestos que faremos essa revolução pacífica. Gentileza, gera gentileza e violência, gera violência! Temos conhecimento de sobra para colocar me prática, apenas precisamos abdicar um pouco dos prazeres mundanos. Um POUCO! Nada de radicalismos!

No fim estamos aqui para aprender, pelo menos é o que eu acredito e que no fim, precisamos passar por determinadas situações e não tem escapatória. Como no maravilho post da Ké (10 Formas de Curtir – No. 2) abaixo, uma das coisas mais importantes para nós humanos é o convívio com outros! Isso não podemos deixar de fazer de jeito nenhum!!!! Não existe trabalho mais importante do mundo que substitua os amigos!!! Então mande um email, escreva alguma coisa para as pessoas que gostam! E outra, não sejamos tão duros com os vossos amigos, quem não erra às vezes, né? Eles também podem passar por problemas e não tiveram a coragem de pedir ajuda ou simplesmente estão muito mal para isso!

Sejamos mais tolerantes com aqueles que amamos! Nunca com quem faz mal a outrem! Nunca, mas desavenças fazem parte do jogo! Vamos jogar alegremente esse joguinho maluco que é a vida!

Foto: Essa foto eu tirei em uma saída de campo para trabalhos na Ilha da Galé, Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, Santa Catarina.

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