O recomeço

23/05/2011 § 1 comentário

Sou formada em publicidade e propaganda e meu projeto de especialização foi baseado em design sustentável. Tenho uma empresa de design (web e gráfico) e comecei minha carreira justamente na área da natureza. João, meu marido e outro escritor deste blog, formado em biologia, está fazendo doutorado em ecologia marinha com foco em esponjas marinhas. Nosso universo de pesquisa é muito grande e graças a isso temos muitas perguntas, muitas questões a serem entendidas. Filosofamos muito e precisamos ter uma noção mais profunda do que nos cerca. E foi por isso que criamos este blog, o Vida Insólita, para mostrar de forma clara e simples as nossas angústias, nossas ideias, nossas filosofias.

Aqui escrevemos de tudo um pouco. Queremos trazer para perto dos leitores essas nossas dúvidas, como também trazer ideias legais para a vida. Por isso escrevemos desde decoração à natureza, política aos filmes, consumo ao não consumo, etc.

Depois de um logo tempo de recesso (paramos de escrever em dezembro de 2010), agora estamos voltando com tudo. Estamos com muitas ideias para abordar aqui e gostaríamos da ajuda de todos para fazermos deste um mundo melhor. Um mundo onde os seres pensantes fazem realmente a diferença e não ficam somente sentados em suas cadeiras na frente da televisão resmungando algo, mas fazendo realmente nada. Queremos que todos comecem a pensar, analisar, criticar, ter suas próprias ideias, questionar esse mundo que cada vez está mais egoista e individualista, onde o coletivo acabou por ser banido, ou quase.

Devo dizer que este nosso retorno se deve a um filme que vimos neste final de semana. Um filme que mostra a dura realidade de mulheres trabalhadoras e qualificadas querendo ter igualdade salarial em uma empresa da Ford na Inglaterra. Uma historia real que nos faz lembrar que à pouco tempo, em 1968, mulheres saíram às ruas para protestar pelos direitos de igualdade, pelo direito de ser alguém e hoje parece que a nossa sociedade esqueceu de tudo isso, está sofrendo de amnésia coletiva. Fiquei extremamente emocionada com toda essa historia e lembrei de como devemos muito à essas mulheres, corajosas, que acreditavam em um ideal e foram à luta. Lembrei que hoje ninguém mais está querendo se mobilizar para nada, nossa política no nosso país está de mal a pior, pagamos impostos elevadíssimos e não recebemos quase nada em troca, moramos na nossa insegurança, pagamos para ficarmos calados e vivermos nossa vida.

Nossa vida. Questão importante. A tua vida, a minha vida, está implicada na vida do outro. O que eu faço pode mudar a vida de outra pessoa. Pode não, acontece de fato. O nosso comportamento, o nosso ar que respiramos, a nossa energia acaba por ser somente uma, porque tudo o que fazemos respinga em todos os outros habitantes desse planeta. Então porque estamos tão individualistas, querendo viver somente nossa vidinha, sem nos preocuparmos com o TODO?

Vamos pensar sobre isso?

Antes de tudo, vejam o filme: Made in Dagenham (As Mulheres de Dagenham). Acho que está mais que na hora (um pouco atrasado) de cada um saber seu lugar no mundo. E saber que estamos aqui para sermos melhores. Não estamos aqui para termos melhores coisas e nos trancafiarmos em casa e viver no nosso cubículo. A vida é muito, muito, muito mais que isso.

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