O carro

17/05/2010 § 2 Comentários

Ficamos dois meses sem o nosso carro. Estávamos a dois meses em Florianópolis quando um motoqueiro acertou em cheio nossa lateral do carro. O motoqueiro passou muito mal, agora está melhor. O João não se machucou, mas ficou com um puta trauma. O carro, depois de dois meses entre ligar para corretor, seguradora, concessionária e um grande tufo, voltou novinho em folha, já que tiveram que trocar as peças inteiras dele.

Mas isso é só a introdução. Nesses dois meses, sem ainda conhecer os meios de transporte da cidade, tivemos que nos virar muito bem. E digo que realmente nos viramos bem! Moramos em uma das praias mais longe do centro (Santinho), 30km mais ou menos. Ao contrário de Porto Alegre, que fazíamos tudo à pé, morávamos a alguns minutos do centro e nem usávamos o carro direito, aqui tudo é longe, demorado, mas perto da praia. Não via sentido em morar em Floripa e morar no centro!!! Então, morando longe, compras de supermercado que fazíamos antes de carro, fruteira idem, começamos a caminhar mais, andar de bus mais, descobrindo assim outra cidade. Descobrir os ônibus, as linhas, as paradas, a demora, os horários, as ruas. Foi então que percebi como estávamos reféns do carro.

Dia desses, lendo uma reportagem sobre Curitiba, li que todas as cidades devem ter um sistema de transporte para os cidadãos, para que deixem de utilizar demasiadamente o carro. E justamente nesta reportagem mostravam como o carro pode ser um super poluente, além de gastarmos muito mais. Aí que tudo se encaixa. Depois de receber o carro, notei como ele era importante, mas que em muitos momentos supervalorizamos o veículo, já que podemos fazer algumas coisas à pé, outras de ônibus mesmo, quem tem metrô melhor ainda. Eu particularmente gosto de andar de bus, já que não me estresso, fico ouvindo minha música, fico no meu mundo, sonhando acordada sobre a vida.

Já pensou nisso? Já pensou que ficamos reféns de certas tecnologias e quando ficamos sem, em primeiro momento podemos nos estressar ao ponto de não saber o que fazer e, logo em seguida, notar que não ter aquela tecnologia não foi tão ruim?

Mudar alguns hábitos. Parar um minuto e refletir. Ser sustentável, ser mais coerente, fazer parte do mundo de fato. Que tal?

Anúncios

Marcado:, ,

§ 2 Respostas para O carro

  • Deise disse:

    Ké, sempre penso sobre a vida sem internet… como certas coisas eram bem mais simples antes dela!
    Floripa não ter trem/metro é uma pena. Acho que se tivesse seria o paraíso.
    Bjsss,

    • Kelly disse:

      Deise, adoro a internet, mas acho que ficamos mais ansiosos com ela. Realmente eu acho que as tecnologias vieram nos ajudar, mas pioraram outros pontos… A ansiedade, a velocidade da informação, a explosão de comunicação, é um tanto quanto exagerado. Pior é que devemos saber dosar tudo para a tecnologia estar sempre ao nosso favor, o que não é fácil!!!!
      Nem fala, se tivesse metrô ou trem por aqui, não precisaria do carro mesmo! Ia ser O paraíso. Mas acho que isso vai demorar um bocado por aqui!
      Saudades!!!
      Bjs

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O que é isso?

Você está lendo no momento O carro no .

Meta

%d blogueiros gostam disto: