Libertação, ainda que modesta!
março 16th, 2012 § 4 Comentários
E ae pessoal! Tudo bem com todos!?
Eu havia escrito aqui, que eu pretendia relaxar e ser menos negativo, né? Então, depois de ler notícias muito tristes à respeito do nosso querido Brasil, resolvi que mudanças radicais eram necessárias e eu revolucionei! (1) Acabei de cancelar a minha conta no Facebook!!!!!! Aquilo estava me intoxicando aos poucos com todas aquelas campanhas em que as pessoas apenas replicam, mas não tiram a bunda da frente do computador para fazer alguma coisa; (2) não lerei mais notícias, assim como eliminamos a televisão de nossas vidas, farei com qualquer revista ou site que tragam notícias sobre roubalheiras, hipocrisias, assaltos ou BBB’s que colocam silicones! Eu sei que isso existe, mas eu não preciso ler todos os dias e me aborrecer com isso! Afinal, não sei como mudar a situação e quando converso com aqueles que pensam como eu, eles também não sabem como mudar, então decidi que eu precisava mudar em relação a fatos que eu não controlo! No fim o que está feito, está feito e não tem choro nem vela! O que eu não sei, não existe! Simples assim…eu tenho certeza que não lendo mais essas coisas me tornarei uma pessoa muito melhor com os outros! Ficarei apenas no blog, lerei sobre coisas que me interessam profissionalmente e pelos meus hobbies!
Essas decisões foram importantes, pois não consigo relaxar frente a tamanha barbaridade que os nossos políticos fazem e como as pessoas estão cagando e andando pra tudo isso! Por mais que algumas coisas aconteçam nas redes sociais, ainda sim a letargia impera. Se eu e a Ké não fizéssemos porra nenhuma poderiam me chamar de alienado, mas como procuramos agir conforme nossos princípios, então não vai ser um meio de manipulação em massa que me dirá o que fazer e nem tolerarei que outros apontem o dedo inquisidor! Que olhem para o próprio rabo antes de acusar! Saca?
Outra, quero ler livros, pegá-los na mão, sentir o cheiro das páginas, ficar no gramado com os nossos dogs, sentir o vento no rosto, caminhar até a lagoa aqui perto de casa, ou seja, aproveitar as pequenas coisas que dão sentido à vida! Não quero olhar para trás e ver que eu fiquei 70% da minha vida na frente de uma caixa com luz! E é o que acontece, tem um mundo ali do lado, mas estamos presos em cubículos ou pequenos quartos alucinados escrevendo nas páginas de alguém e que somos incapazes de ligar para ouvir a voz desse alguém! Passamos tempos preciosos lendo ou falando mal de algo e a vida vai passando sem avisos!
Obviamente não estou dizendo que não trabalharei mais, mas bem pelo contrário, será justamente para produzir um pouco mais que eu farei essas pausas longe dessa máquina diabólica! Somente alcançando os meus objetivos pessoais que eu poderei fazer a diferença na vida das pessoas e de outros bichinhos…aqui na frente dessa merda, nada acontece senão apenas impulsos elétricos que vão de um lado para outro, enquanto meia dúzia de caras usam essa informação para me vender mais produtos. Nãããoooo, chegaa!
Espero que do fundo do meu coração as pessoas comecem a seguir um pouco mais os seus sentidos! Todos nós temos os sentidos aguçados, que ao passar do tempo em nome de alguma coisa que nos foi imposta, perdemos a capacidade de “escutá-lo”. Por favor, não percam a capacidade de escutar os vossos sentidos, que vos são importantes em uma vida mais feliz e menos ordinária!
Abraço à todos!
Dez formas de curtir (Número 10)
fevereiro 15th, 2012 § 1 Comentário
Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.
“Um quimono e um turbante árabe. Uma louça chinesa sobre uma tapeçaria mexicana. O cocar de um índio brasileiro enfeitando uma máscara africana. Artefatos de todos os povos, de todas as épocas, contam as mesmas histórias de valentia, de valores, de respeito. Conectar culturas é celebrar o que existe de comum em toda a humanidade. Antes de os europeus chegarem às Américas, povos indígenas de norte a sul do continente desenvolveram o ikat, uma técnica de tecelagem feita a partir de fios retorcidos. Nunca foi possível identificar onde a tradição começou. Estampas semelhantes e técnicas idênticas surgiram em diferentes pontos do continente americano ao mesmo tempo. “O ikat é a metáfora perfeita das conexões que existem entre as culturas”, ensina Li. “A força espiritual que conecta as diferentes tradições. Um jeito nômade de descobrir conexões e celebrar as ligações invisíveis dos povos.””
Foto: essa é uma manta que comprei quando fui ao México, acho que eu tinha uns 14 anos. Ela é linda e fica na nossa poltroninha da sala. Os dogs amam ficar ali e é impossível vê-la sem pelos. Aliás, não adianta: tem dogs, os pelos virão. Aos montes. E voltando às culturas, acho o que existe de mais interessante em uma casa é a mistura de culturas que podemos ver na decoração. As viagens amadurecem nossa sintonia com o mundo e trazer para casa um pouquinho disso em forma de objetos é quase tão bom quanto a viagem, já que os objetos falam por si próprios e nos trazem memórias escondidas.
Diga não às queimadas
fevereiro 15th, 2012 § Deixe um comentário
Desde que moro em Santa Catarina fico abismada com a quantidade de queimadas que vejo meus vizinhos fazendo. Seja lixo normal, seja para se livrar das folhas do quintal ou grama cortada. Além de ser um risco para a saúde, é também para o meio ambiente e é considerado CRIME AMBIENTAL esse tipo de queimada.
Esse tipo de comportamento é muito cultural, mas mesmo assim é difícil de entender. Pessoas com informação com essa atitude é abominável. Sério. E não é pouca coisa não. É queimada em terrenos baldios, em casas abandonadas, em limpeza de terrenos, ameaças, etc. Essa fumaça é uma das grandes responsáveis pelo aumento do efeito estufa e do aquecimento do planeta, além dos problemas de respiração, alergias e doenças dermatológicas.
O que diz a Lei: Lei de Crimes Ambientais (9.605 de 13 de fevereiro de 1998) em seu artigo 54: causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana… Causar poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que momentânea, dos habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos diretos a saúde da população: pena de reclusão, de um a cinco anos.
Então, vamos nos conscientizar? Queimada, nem pensar!
Stereomood
fevereiro 14th, 2012 § Deixe um comentário

Esses dias estava teclando com um amigo meu de infância que mora em Milão. “Conversávamos” sobre tudo, principalmente sobre futebol e música. Esse meu amigo (e mais uns poucos, porém excelentes amigos) foi um bom parceiro de indiada na minha adolescência e costumávamos desbravar a noite de Porto Alegre, normalmente tentando fugir do óbvio e da massificada noite dos playboys e patricinhas. Gostávamos do Underground e a incipiente noite eletrônica, reclusa à pequenas raves e clubs de gosto duvidoso. Bons tempos que serão guardados na minha memória!
E nessa conversa sobre músicas, ele mandou um link do site Stereomood. Muuuito legal!!! Vários playlists de acordo com o teu humor! Ainda não consegui ver todos, mas o meu preferido é o Dreamy…não sei se é influência de um ano que promete muitas mudanças com finalizações de grande planos e início de outros tantos, mas esse playlist me tocou mais profundamente!
Todas as músicas são de vários cantos do mundo, tem de tudo! Ainda não escutei nenhuma música brasileira nesse playlist, mas acredito que deva ter alguma coisa, pois tem um playlist chamado “SAUDADE”, palavra exclusivamente da língua portuguesa, então quem sabe né?! Só espero que não seja podrera! Nesse site tem mais outras paradas que tu podes personalizar, mas ainda não tive tempo para ver com detalhes.
Espero que curtam como eu curti!!! Ok, pode ser que seja chover no molhado para alguns, mas eu curti um monte!!
Filmes para viajar
fevereiro 14th, 2012 § Deixe um comentário
Estava querendo assistir Medianeras (Medianeras – Buenos Aires na era do amor virtual) faz um tempão. Estava passando em uma sala de cinema no norte da ilha e nunca conseguia ir até lá (galerinha, o trânsito aqui na ilha não é mole não, muito menos em alta temporada). Até que ontem consegui assistir. Imperdível. Perfeito. O filme analisa as construções, a arquitetura, as dimensões do mal planejamento da cidade. Todas angústias, excesso de informação, insegurança é decretado responsabilidade dos arquitetos e construtores. Mas além da arquitetura, mostra o nosso dia, que está cada vez mais virtual do que real, que estamos sujeitos às piores neuroses nessa era que estamos vivendo. Achei digno da nossa geração. Sem contar que mostra Buenos Aires, uma cidade super bacana.
Paris (Paris) era outro filme que queria ver e demorei para encontrar. É um filme de Cédric Klapisch de 2008. Para quem não sabe, esse é o mesmo diretor de L’Auberge espagnole (Albergue Espanhol) e Les Poupées russes (Bonecas Russas), dois filmes ótimos, que nos levam à outras culturas, para a vida dos estrangeiros jovens na europa (sempre que assisto esses filmes só tenho mais e mais vontade de viajar). Paris relata a vida de um grupo de pessoas em Paris. Vidas simples, mas que tem uma importância muito grande, e estão de certa forma ligadas, naquele mesmo conceito de que estamos todos seja pela energia, seja pela vida, interligados. É lindo!
Filmes que mostram a realidade diaria das pessoas e nos fazem querer viajar (real ou virtualmente).
Dez formas de curtir (Número 09)
fevereiro 14th, 2012 § Deixe um comentário
Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.
“No fundo, a ideia é esta: a sensação que você tem quando volta de uma longa e cansativa viagem. Você deita na sua cama, encosta a cabeça no travesseiro, coloca sua música preferida para tocar, fecha os olhos e constata: “enfim, em casa”. Ao seu redor estão seus livros favoritos. Seus quadros favoritos. Suas comidas favoritas. Suas pessoas favoritas. Você vai andar de pijama. Vai beber leite. Vai cozinhar. Vai dormir debaixo de camadas e mais camadas do lençol mais macio que tiver. E vai almoçar no chão da sala – se decidir assim. Pense nos seus sonhos de criança, quando tudo o que você queria era morar numa cabana na árvore. O que você levaria para lá? Seu brinquedo preferido, sua comida preferida, seu amigo preferido – e não muito além. É disso que se trata ter uma casa, um refúgio no qual você se reconheça em todos os objetos e móveis.”
Foto: a nossa sala. É pequena, mas deixa todos super aconchegados, como o Soho dormindo ali no sofá. Esse dia estava incrivelmente frio e chuvoso e estávamos testando nosso tapete que acabara de chegar em casa! Hoje a sala está um pouco diferente, mas essa é a essência. Esse nosso refúgio é a nossa cara.
Dez formas de curtir (Número 08)
fevereiro 11th, 2012 § Deixe um comentário
Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.
“Do cheiro de pão no forno emana a promessa de um belo dia pela frente. Água, farinha, sal e fermento. Nenhum alimento é mais simples. Nada pode ser mais essencial. Toque o relevo da casca, saboreie o barulho que ela faz ao ser partida com as mãos. Experimente a textura do miolo que se desfaz lentamente enquanto uma fumaça suave e quase transparente convida: me saboreie. Ame o cotidiano com o mesmo amor incansável com que todas as manhãs celebramos a nossa paixão pelo pão. Cultive pela vida esta mesma instigante e insaciável fome.”
Foto: o João faz um ótimo pão com a mesma receita da massa de pizza. Esse pão quentinho é maravilhoso! Assim como nos últimos anos peguei gosto por fazer e testar receitas de doces, bolos, etc. Eu, que durante muitos anos não tinha nem fogão, vejo que estou em um processo de super amadurecimento gastronômico!
Dez formas de curtir (Número 07)
fevereiro 10th, 2012 § Deixe um comentário
Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.
“Vivemos uma era nômade, sonhamos com evasão. Queremos ter raízes – mas precisamos poder nos livrar delas de vez em quando. A mobilidade tornou-se uma urgência. Poder mudar permanentemente sua casa de lugar tornou- se o idílio do nosso tempo. “Nas minhas férias, conheci um jovem que viajava por uma rota de praias em seu coupé conversível, luxuoso”, conta Li. “A cada dia ele chegava a uma cidade diferente e instalava ao lado do carro uma minúscula tenda de camping para uma única pessoa, onde passava as noites. No contraste de seu belo carro com esse estilo de vida de uma simplicidade fundamental, extrema, eu vi o sonho contemporâneo de liberdade.” O verdadeiro luxo de hoje em dia é poder ser livre. Dormir numa rede. Não seguir a moda. Desenvolver uma relação mais profunda com os objetos que estão em seu entorno, buscar o essencial. Ter uma vida portátil.”
Foto: esse canarinho praticamente mora aqui na nossa casa. Vive no muro, pulando nos galhos de um limoeiro do vizinho. Ele é lindo e faz parte da nossa visão diaria com mais outros passarinhos que vivem por aqui. São lindos. A liberdade que eles nos transmitem é incrível. E nós somos exatamente assim, livres. Não sabemos onde iremos continuar nosso percurso daqui alguns anos, mas também nem pensamos tanto sobre isso. O mundo está aí, de portas abertas para nos receber. Tem tanto lugar para conhecer, para morar, para curtir que acho a escolha de um lugar só para a vida inteira algo totalmente fora da nossa realidade.
Então, uma lista
fevereiro 9th, 2012 § 3 Comentários
Essa lista de ser criativo anda pela internet faz tempo. Tem um vídeo maravilhoso mostrando quase os mesmos itens, mas como acho que já está mais que batido, resolvi colocar aqui somente essa lista. Muita gente certamente já leu na sua versão em inglês. Tomei a liberdade e fiz uma tradução mais livre dessas dicas. Acho que vale para todo mundo e nada dessa lista é demais para alguém. Acho que não vale somente para ser criativo e sim para levar uma vida mais leve. Bueno, bueno, abaixo as 33 maneiras de ser criativo.
Dez formas de curtir (Número 06)
fevereiro 9th, 2012 § Deixe um comentário
Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.
“Aprenda com as plantas a viver o momento presente. Amanhã a flor pode já ter murchado. Amanhã pode ser que não chova – ou que falte o sol. Aprenda com as plantas a não economizar experimentações. Viva o hoje intensamente. Aprenda a aceitar o eterno ciclo da mudança de estações como uma bênção. Receba cada fase como um novo começo – e não como um novo fim. Tenha em mente que é sempre possível replantar, mudar de terra. Celebre, numa simples mudança de jardineira, a promessa da terra nova. Os budistas dizem que, se pudéssemos perceber claramente o milagre que representa uma simples flor, nossa vida mudaria por completo. Contemple a vida em suas infinitas escalas – da planta inteira, raiz, caule e folhas, ao microcosmo de cada nervura de folha. Cerque-se de plantas, aprenda com elas. Acredite numa vida mais saudável e mais perto do natural, em que as plantas sejam acolhidas numa casa como seres e não como objetos.”
Foto: nossas pimenteiras no jardim. Se tem algo que é bacana é cuidar das plantas. Quando não tinha nenhuma não tinha muita noção de como uma planta pode trazer vida, energia boa e um equilíbrio interessante ao lugar. Virou uma pequena obsessão aumentar nosso jardim, comprar vasos e mais vasos, fazer mudas de folhagens, frutas, chás.
Dez formas de curtir (Número 05)
fevereiro 8th, 2012 § Deixe um comentário
Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.
“Disponha um arsenal sobre a mesa: lápis, lã e agulha de tricô, uma xícara de farinha, um pedaço de tecido. Agora desafie suas mãos a escolher suas armas. Ao ataque: crie. Usar as habilidades das mãos dá sentido à vida. “Muitas vezes ouvi, e tenho certeza de que você também, pessoas dizerem “no dia em que eu tiver meu ateliê, vou pintar quadros”, ou então “vou fazer esculturas…”, diz Li. “Todos nós sabemos que não precisamos de nada disso. Simplesmente vá lá e faça.” Grandes criadores contemporâneos, como o arquiteto italiano Andrea Branzi, concebem móveis nos quais acoplam criações: gravuras, pinturas, esculturas que já vêm como parte de uma estante. Mas logo ao lado há um nicho, um espaço vazio, convidando a ser ocupado por você. Para que comprar, se você pode criar?”
Foto: criado mudo no meu lado da cama, no quarto. Por muito tempo eu e o João fizemos nossos móveis. Tínhamos muita madeira sobrando de diversos projetos e vira e mexe vinha com uma ideia mirabolante. Esses criados mudos, que na realidade são cubos de madeira tingidos com jimo cupim escuro pendurados na parede são muito simples de fazer e quebram um super galho, além se serem muito baratos. Vale super a pena e não precisa ter muito espaço para desenvolver projetos pequenos assim.
Dez formas de curtir (Número 04)
fevereiro 7th, 2012 § Deixe um comentário
Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.
“Você já percebeu como nossas casas estão cada vez menores? Mas pense bem: por que isso é ruim? Em menos cômodos há mais convivência. Estamos mais perto de quem amamos. Não é uma questão de espaço, mas de organização. Em uma casa menor, só cabe o que importa – então livre-se de tudo o que entulha a vida. Delete o supérfluo. Arquive as memórias. Seus móveis precisam servir para alguma coisa: tenha estantes, use gavetas, crie caixas. Ouse reciclar, acolha os materiais baratos – pense em papel kraft, em caixas de feira, em nichos de madeira. Nutra o hábito de classificar o essencial. Faça da organização um ritual de purificação – não uma penitência. Resuma. E, sobretudo, permita o vazio e o celebre. Ele é um convite à criação.”
Foto: baú que pertencia ao meu avô materno e guarda nossos perfumes favoritos. Morar em lugares pequenos tem sido uma realidade para mim desde que moro sozinha (tirando um apartamento que morei durante pouco tempo em Porto Alegre), e gosto muito. Cada dia mais vejo que necessitamos de poucas coisas para vivermos e faço a prática do desapego cada vez mais. Ao mesmo tempo é bacana dar uma função nova para os móveis e decoração, essa é a graça de tudo, não se apegar à nenhuma regra!
E mais filmes!
fevereiro 6th, 2012 § Deixe um comentário
Semana passada escrevi sobre alguns filmes bacanas que assistimos nesse verão, mas não posso deixar de escrever sobre esses três filmes. Não vejo ligação entre eles (muitas vezes deixo trios parecidos, duplas de filmes que tem um toque de análise iguais), mas são ótimos. Puncture (Código de Honra) queria ver faz tempo, mas toda a vez que sentava não conseguia focar no filme e passava para outro. Pois bem, assisti semana passada e foi punk. Tudo segue em uma história real que inicia com uma enfermeira que acidentalmente é picada por uma seringa infectada por HIV. Um amigo seu desenvolve um projeto de seringa segura que após o seu uso é totalmente descartada, só que não consegue vender, já que os hospitais não compram devido um enorme esquema de corrupção. E nesse meio tempo entram em cena uma dupla de advogados, vendo neste caso uma ascensão na carreira. Sem contar que um deles é completamente dependente químico. Punk? Já Super 8 (Super 8) mostra uma gurizadinha muito inteligente, que está produzindo seu filme de zumbis com a famosa câmera super 8 e presenciam um super acidente de trem (uma das melhores cenas do filme) e a cidade fica à mercê de algo desumano. Fora toda o enredo do filme, as falas dessa meninada é muito madura! E deixei o melhor para o fim: Un Cuento Chino (Um Conto Chinês). Com um dos mais conhecidos atores argentinos, Ricardo Darín, o filme mostra um relacionamento que poucos achariam que poderia dar certo: entre um argentino e um chinês, sendo que nenhum fala a língua do outro. Um homem que vive recluso, que segue diariamente com sua rotina e odeia sair dela e um chinês buscando um parente, depois de ter sofrido um acidente no seu país, que mais parece um conto chinês.
Dez formas de curtir (Número 03)
fevereiro 6th, 2012 § Deixe um comentário
Sequência do post Dez formas de curtir (Número 01) sobre uma reportagem li no site da Revista Casa e Jardim e que vale muito a pena. O texto abaixo de todas as imagens é da designer holandesa Lidewij Edelkoort para a Revista Casa e Jardim, que estuda comportamento de consumo em vários países. Todas as fotos são pessoais, feitas por mim e pelo João, a maior parte da nossa casa.
“Há milênios, os japoneses cultivam uma estética baseada na aceitação da transcendência e do eternamente inacabado. Concebida como a beleza do imperfeito, do impermanente e do incompleto, a filosofia wabi-sabi se expressa no ritual do chá, nos arranjos de ikebana, no exercício interminável de manter um jardim feito de pedrinhas e areia, na qual você desenha e redesenha com a ajuda de um ancinho. Mais do que o resultado final, é o ritual que importa. Amar o inacabado é aceitar que viver não se trata de atingir um objetivo – que, no fundo, a gente nunca chega lá. O que importa é o caminho. Celebre o assimétrico, o instável. Ninguém precisa recuperar o jardim zen que teve um dia para entrar em contato com essa filosofia. O desafio é construir seu jardim zen interno, espiritual. Encontrar o seu ritual eternamente inacabado, que não tenha nenhum objetivo maior a não ser fazer você feliz.”
Foto: pé da mesa de jantar aqui de casa. Está todo enferrujado e adoro ele dessa maneira. A mesa tem praticamente a mesma idade que eu e ficou na minha família todo esse tempo, até vir parar nas minhas mãos quando fui morar sozinha em Porto Alegre, em 2000. A beleza do imperfeito com muita história para contar.
Ser mais leve
fevereiro 3rd, 2012 § Deixe um comentário
Faz algum tempo que eu e a Ké estamos conversado à respeito de postura, pensamentos, ideias perante a vida. Chegamos à conclusão que não se pode levar tudo muito a sério. Claro, não falo de responsabilidades, essas são inevitáveis, não adianta. Claro, que podes ter mais ou menos responsabilidade, isso vai depender do tipo de vida que tu queres levar e quais são os objetivos. Os nossos objetivos estão ligados à responsabilidade também, mas a grande sacada, pelo menos para mim, é que não precisamos ser mal humorados!
Então, hoje eu estava em uma análise da consciência e notei, que tudo o que eu olho na internet me deixa triste! Até o meu Grêmio não vive uma fase muito encantadora! hehehehe… Triste isso! Já estou passando por uma fase complicada, término de tese sempre é um stress maldito, mas inevitável! Então decidi fazer posts mais leves! Só escrevo do que eu não gosto e ainda parece que eu sou o dono da verdade. No fim, eu estou compartilhando somente tristeza, indo justamente contra as nossas resoluções de não levar tão a sério!
Honestamente, eu e a Ké procuramos sempre analisar as coisas antes de tomar decisões. Na maior parte das vezes, antes de decidir sobre qualquer coisa, fazemos tudo de acordo com os nossos princípios, só que eu percebi, que quando a gente se preocupa demasiadamente com o meio ambiente, política, saúde e educação, muito desses assuntos fogem do nosso controle! Claro, nunca seremos pessoas que trocam de carro a cada ano, nunca teremos mais de uma TV, computador só trocamos quando praticamente não roda mais nada no atual, ou seja, tomamos medidas conscientes com as nossos princípios, mas tem também a questão do conforte e praticidade. Às vezes é difícil fazer tudo à risca, relaxar é preciso e eu acho que é justamente neste ponto, que eu estou muito preso. Não adianta, eu não irei mudar a consciência das pessoas, eu não farei com que os políticos sejam mais honestos ou que a polícia seja mais séria. O que está ao meu alcance, eu estou fazendo e me sinto muito bem por isso. O meu objeto de trabalho já é o meio ambiente e os resultados dele ajudarão a criar medidas mais eficientes de preservação, claro que não diretamente, mas é uma parte do trabalho. Ajudamos doando roupas e adotamos 4 cachorros de rua. Claro que nunca será suficiente e sempre ficaremos com essa pontinha de “será que eu posso fazer mais”. Se eu for radicalizar mais, eu me tornarei uma pessoa extremamente difícil de lidar e no fim, isso não ajudará ninguém, apenas terá mais um revoltado xiita no mundo. Nem tanto ao céu e nem tanto a terra, equilíbrio é necessário e é nesse caminho que eu quero seguir. Deixar a culpa do catolicismo de lado e ser uma pessoa mais leve. Afinal, todos somos humanos e como qualquer outro animal interferimos no ambiente. Se eu realmente quiser impactar menos, eu tenho que me matar, somente assim não consumirei recursos e não farei parte do sistema. O sistema atua dos dois lados e no fim, não o sistema em si que precisa de mudança, mas as pessoas. Tolerância está em falta na humanidade, praticamente desde os primórdios. Não vejo sistema político que contemple a tolerância. No fim a ganância é um traço humano muito forte. Afinal, a Guerra fria precisa de dois lados, um de direita e outro de esquerda, ambos mataram pessoas e ambos fazem com que suas populações fossem massa de manobra. Porém qual era o denominador comum nesses dois lados? O humano…no fim, somos assim e seremos assim durante um bom tempo, mas mudar é preciso e é com pequenos gestos que faremos essa revolução pacífica. Gentileza, gera gentileza e violência, gera violência! Temos conhecimento de sobra para colocar me prática, apenas precisamos abdicar um pouco dos prazeres mundanos. Um POUCO! Nada de radicalismos!
No fim estamos aqui para aprender, pelo menos é o que eu acredito e que no fim, precisamos passar por determinadas situações e não tem escapatória. Como no maravilho post da Ké (10 Formas de Curtir – No. 2) abaixo, uma das coisas mais importantes para nós humanos é o convívio com outros! Isso não podemos deixar de fazer de jeito nenhum!!!! Não existe trabalho mais importante do mundo que substitua os amigos!!! Então mande um email, escreva alguma coisa para as pessoas que gostam! E outra, não sejamos tão duros com os vossos amigos, quem não erra às vezes, né? Eles também podem passar por problemas e não tiveram a coragem de pedir ajuda ou simplesmente estão muito mal para isso!
Sejamos mais tolerantes com aqueles que amamos! Nunca com quem faz mal a outrem! Nunca, mas desavenças fazem parte do jogo! Vamos jogar alegremente esse joguinho maluco que é a vida!
Foto: Essa foto eu tirei em uma saída de campo para trabalhos na Ilha da Galé, Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, Santa Catarina.

















Vivo complicando a vida. Tenho trabalho duplo: de complicar e de descomplicar depois. Tento achar explicações para tudo, mudo de ideia rápido e adoro pensar que somos metamorfoses ambulantes (salve raul!). Designer gráfico por profissão, decoradora e fotógrafa nas horas vagas, amante da natureza em todas as horas. Quem me ajuda a descomplicar (e muito!) a vida é o João, super companheiro para todas as horas. Vivemos com quatro lindos cachorros super vira-latas em uma praia linda, chamada Campeche, em Florianópolis. Conheça todas as contradições e complicações e veja como a vida é.
Pois é, depois de muitas dúvidas e angústias, cá estou na Ilha Mágica de Floripa! Moro no Campeche, sendo esta a segunda parada da rota migratória para lugares com praia!!! Aqui com toda a certeza deste e de outros mundos, levo uma vida menos ordinária e cretina!
Sou Biólogo Marinho, especialista em esponjas marinhas! Uma vida quase inteira dedicada a estes animais tão coloridos e instigantes! Digo "quase uma vida inteira", pq eu ainda tenho a vida inteira pela frente!!!
Um marido muitooo dedicado!!!!
Sou um animalzinho muitooo querido, engraçado (pelo menos eu acho, tá legal!) e um tanto neurótico.
Adorador incondicional de cachorros de rua!
Bom, isso foi um pouco de mim. Querem saber mais? Acessem o blog e leiam os posts!




